#‎RIHDANCE‬ – A influência de Rihanna na Dance Music.

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Que Rihanna é inegavelmente uma influência para toda uma geração, isso todos nós sabemos, mas é importante salientar o seu legado na história do ”dance” contemporâneo. Desde o inicio de sua carreira, RiRi brinca de forma invejável com possibilidades gigantescas, começando do pop e indo até o hip-hop, e entre essa escala de ritmos e sonoridades diferentes, destaca-se a sua versatilidade em juntar tanto os ritmos oriundos de sua terra, com o mais sofisticado e sonoro ”som da balada”.

Nossa diva de Barbados, já começou a sua carreira ousando, como boa ouvinte, ela sabia muito bem o que bombava nas rádios e nos aparelhos portáteis pelo mundo, afim de imprimir sua personalidade e deixar a sua marca, no meio de tantos artistas que cairam no esquecimento por falta de autenticidade.

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Para o seu primeiro álbum de estúdio, o Music Of the Sun, ela misturou sua música caribenha, estilos diferentes, como o soca, dancehall, reggae, a dancepop que já fazia muito sucesso pelos charts, o resultado? Melhor não poderia ser, naquele mesmo ano (2005) ela deteria o título de ”Hino do Verão” com seu primeiro single, ”Pon de Replay”, que derivava do R&B e levemente tinha traços de dancehall, um som eletrônico com acordes de guitarra e teclado.

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Já em seu segundo álbum, não foram poupados os recursos para que o pop adentrasse de vez em sua carreira. Para tocar em todas as baladas do mundo, SOS, também chamada de SOS (Rescue Me), trazia um eletropop que fez com que Rihanna reinasse durante semanas em #1 no mundo inteiro.

Voltando as suas influências anteriores, We Ride, Dem Haters, Break It Off, Kisses Don’t Lie e Crazy Little Thing Called Love, todas misturavam o dancehall trazido de Barbados com Rihanna, com uma leve batida pop e arranjos trabalhados em vocais mais suaves, com isso, Rihanna introduzia-se de vez ao time seleto de grandes estrelas da música mundial. A produção de suas músicas, era algo invejável para sua época, além, de RiRi ter trazido a tona produtores não tão conhecidos que começaram a se tornar disputados no mercado.

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Mas, a revolução começaria de fato em Good Girl Gone Bad, lançado em 2007. O álbum tinha uma estrutura musical gigantesca, os ritmos dançantes permaneceram, só que de outra forma, o R&B estava mais presente, assim como o rock, nunca antes explorado por Rihanna, o synthpop, e a música eletrônica de forma mais crua, tudo isto misturado ao soul, hip-hop e todas as formas musicas urbanas possíveis. O GGGB serve de inspiração até hoje, para artistas que querem ousar em sua carreira, entregando ao público um material sofisticado.

Grandes artistas, já consolidados na música também se inspiraram em Rihanna, para dar forma em seus álbuns, além do GGGB ter dado notoriedade ao formato musical que RiRi seguia desde o início de sua carreira.

Umbrella e Don’t Stop the Music, estão sempre sendo listadas, comentadas e citadas, entre os grandes hinos dance de TODOS OS TEMPOS, mostrando que, com apenas 19 anos, Rihanna já construia um legado na música mundial.

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Rated R, álbum de estúdio de Rihanna que a mostrou de maneira mais dura ao mundo todo, não possui grandes elementos em dance. Mas na faixa ”Rude Boy” o maior sucesso do álbum, há uma das mais fortes misturas musicais que RiRi já fez em sua carreira, juntar o dance, com o regga, que é um tipo mais profundo de música eletrônica, oriunda do dancehall Jamaicano, surgido em meados dos anos 80.

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Por sua vez, o LOUD era sonoro e expressivo não só no nome, mas em seu conteúdo também. É o álbum de Rihanna mais rico em formas dance, e em mix texturas musicais da sua carreira. Cada faixa traz uma sonoridade diferente. S&M (Eurodance), What’s My Name (Ska + Dance), Cheers (Pop Rock + Eurodance), Only Girl (Pop + Dance + R&B), Raining Men (Hip-hop + Urban Dance). Toda essa mistura de gêneros, fez com que o álbum virasse uma febre mundial. A influência pós-Loud é tão clara, que basta notar a sonoridade dos singles e álbuns posteriores ao seu lançamento.

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DUBSTEP, REGGAE, DANCEHALL, POP, ELECTRO HOUSE, DANCE-POP, essa era a linha musical do Talk That Talk, mesmo que mal divulgado, o álbum também é uma grande influência para o cenário musical, afinal, We Found Love em parceria com Calvin Harris, foi um dos maiores, ou senão o maior hit, da virada de ano (2011-2012). A ausência de letra e predominância do instrumental formado do mais puro e sofisticado electro house, predominante da Europa, virou tendência por lá mesmo, e vários singles lançados posteriormente seguem a mesma linha.

Where Have You Been, You Da One, Talk That Talk e Watch n’ Learn, são as canções mais dançantes do álbum, e também as mais bem produzidas, todas elas trazem junções de elementos pop com o TRANCE (uma espécie de dance de forma mais densa, feita especialmente para as pistas), que se originou na Europa, no início da década de 90 e tem várias vertentes como o Tech Trance, que segue uma linha mais pesada, observado também no instrumental de Farewell, também do TTT.

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Como inovação e criatividade nunca é suficiente para Rihanna, ela resolveu testar novos sons, mais diferentes e reunir todos no Unapologetic. O álbum em si, segue uma linha mais R&B, mas não foge de suas raízes: em “Phresh Out The Runway”, uma canção de hip-hop de primeira, podemos observar a presença do dance em sua forma menos trabalhada, no meio de sua batida cadente.

Já em Jump e Right Now, encontramos todos os traços da eletronic dance music, aliada ao dubstep e aos novos arranjos melódicos encontrados por Rihanna. Desde aí, notamos que a ousadia de RiRi em mudar drasticamente a sua linha musical, no final de 2012, vem influenciando vários artistas a lançarem singles menos dançantes, um exemplo a citar é Miley Cyrus, que lançou ”We Can’t Stop”, enquadrado perfeitamente em um estilo dance, mas em formato R&B.

Enfim, todos nós sabemos o quanto Rihanna é influente na música mundial, e a nossa coluna semanal, trouxe um pouco do impacto de RiRi e seu legado que permanecerá firme durante gerações. E o 8° álbum vem aí, até agora intitulado popularmente de ”She”/”#R8″, o que se espera é que a rainha da música na década, volte as suas origens dance. Aguardemos e veremos o triunfo absoluto.

Por: Samuel Andrade.

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